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Estudante denuncia servidor por abuso sexual em escola estadual de Marília

29/07/2022 - Boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM)


Estudante denuncia servidor por abuso sexual em escola estadual de Marília

Uma estudante de 13 anos denunciou um servidor de uma escola estadual de Marília (SP), localizada na zona norte, por supostos abuso sexuais ocorridos desde abril. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) no dia 4 deste mês.

Ao g1, a mãe disse que a menina contou que, durante o intervalo das aulas, o servidor a abraçava contra a sua vontade e fazia comentários inadequados, como "você é muito cheirosa" e "sabia que você é uma gata".

"Tudo começou com uma aproximação dele, se mostrou uma pessoa legal, fazendo amizade. Então, ele passou a abraçar minha filha contra a vontade dela, sem deixá-la se soltar. Começou a dizer que ela era gata e pedir para cheirar o cabelo dela", detalha.

O comportamento suspeito, segundo a mãe, se intensificou após a primeira abordagem. Em uma ocasião, quando a estudante foi picada por um inseto na coxa, o funcionário teria dito que ela poderia ir embora antes do horário de encerramento, com a condição de que voltasse. "Ele dizia que precisava da minha filha", diz a mãe.

As abordagens, segundo a mãe, eram feitas em locais da escola que não possuem câmeras de segurança.

A mulher ainda lamentou ao contar que a menina desenvolveu quadros de crise de ansiedade: "minha filha chora diversas vezes ao dia. Estamos tendo que pagar tratamento psicológico particular", relata.

No depoimento anexado ao boletim de ocorrência, a mãe diz que foi à escola no dia 1º deste mês. Naquele momento, a escola teria afirmado que o servidor havia sido transferido de horário, passando a exercer a função no período da manhã.

Em nenhuma das ocasiões, segundo o depoimento, a filha se machucou ou denunciou que o servidor tocou em partes íntimas dela.

Segundo a delegada da DDM, Viviane Boacnin Yoneda Sponchiado, a investigação do caso está em andamento. A próxima fase é a notificação aos servidores, colaboradores e alunos da unidade para que prestem depoimentos.

Questionada, a Secretaria de Educação do Estado informou que abriu apuração e o servidor foi afastado.

"A Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP) repudia toda e qualquer forma de assédio dentro ou fora do ambiente escolar. A escola coloca à disposição da aluna, se autorizado por seus responsáveis, o atendimento pelo Programa Psicólogos na Educação. O caso será inserido na Plataforma Conviva SP - Placon, que acompanha o registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino. A unidade escolar e a Diretoria de Ensino de Marília estão à disposição da comunidade escolar e autoridades para esclarecimento dos fatos", diz a nota.

 

Fonte: g1



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