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Bebê que morreu após ser internado com sinais de abuso sexual e mordidas é enterrado em Potunduva

11/02/2022 - Padrasto da criança afirma que bebê caiu da cama


Bebê que morreu após ser internado com sinais de abuso sexual e mordidas é enterrado em Potunduva

O bebê Henry Gabriel Marinho Vidal, de 1 ano, que morreu com marcas de mordidas e sinais de abuso sexual, foi velado e enterrado em Potunduva, distrito de Jaú, cidade onde o pai dele mora. O enterro ocorreu no Cemitério Municipal “João do Rego” na tarde desta quinta-feira (10).

Henry morreu na terça-feira (8) após ficar dias internado no hospital de Goiânia, onde os médicos alertaram para a suspeita de violência. As primeiras informações são de que o namorado da mãe estava cuidando do bebê quando ele caiu da cama e foi levado a um hospital de Jataí. O caso está sendo investigado.

A prima do pai de Henry, Daniele Araújo, informou que a mãe havia ligado para o pai alegando que o bebê tinha caído e, por isso, estaria o levando a um hospital de Jataí, cidade onde mora com o atual companheiro.

Segundo Daniele, por conta do quadro clínico do menino ser grave, os profissionais do hospital precisaram transferir Henry para Goiânia, capital de Goiás, onde ele seria melhor atendido no sábado (5), por volta das 22h30. Ele passou por uma cirurgia na cabeça.

"Contudo, dois dias depois, foi constatado que o menino teve traumatismo craniano e morte encefálica", lamentou a prima.

Ainda de acordo com Daniele, a mãe teria sido cúmplice das agressões do padrasto. Ela também afirmou que a mãe apenas teria dado entrada com Henry no hospital e, em seguida, teria saído, com a justificativa de que buscaria documentos, e não retornou.

"A mãe só deu entrada no hospital e quando o pai chegou, ela saiu, bem no momento que os profissionais alegaram que o menino havia sido vítima de agressões", diz.

Segundo a família da criança, a mãe e o padrasto não compareceram ao velório. Contudo, parentes da mãe foram ao enterro, mas não souberam informar onde a mulher possar estar.

A tia da criança, Rosemary Araujo da Silva Clemente, também afirmou que o pai está abalado e inconformado com o ocorrido.

"O pai está abalado e acabado. Quando o Henry foi transferido para Goiânia, ele não saiu um minuto do hospital. Ele quer justiça, não sabia das agressões porque ele pegava o menino na casa da mãe uma vez por semana. Um dia, ele contou que viu manchas no corpo do menino, mas a mãe dizia que era da creche", conta Rosemary.

Investigação
O delegado responsável pelo caso, Marlon Souza, disse que ainda no hospital, os médicos notaram sinais que pareciam de mordidas, alguns hematomas e uma fissura que poderia ter sido causada por abuso sexual.

“Nas investigações, vamos apurar se havia maus-tratos, se os ferimentos foram provocados ou acidentais, se havia alguma perfuração no intestino”, informou.

Fonte: G1



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