Segunda-Feira, 22 de Junho Paraguaçu Paulista 27ºC - 13ºC veja mais

Substância em veneno de cobra jararacuçu pode inibir avanço da covid

25/08/2021 - Pesquisa está sendo desenvolvida por universidades paulistas


Substância em veneno de cobra jararacuçu pode inibir avanço da covid

Pesquisadores de universidades paulistas identificaram uma proteína presente no veneno da cobra jararacuçu que pode ajudar no tratamento da covid-19. O peptídeo identificado, ou seja, uma parte da proteína, inibiu 75% da capacidade do vírus de se replicar em células de macaco. O estudo da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Araraquara (SP), foi publicado na revista científica Molecules, em 12 de agosto.

O professor do Instituto de Química Eduardo Maffud, um dos responsáveis pelo estudo, explica que o grupo de pesquisa já havia identificado toxinas no veneno da jararacuçu que tinham atividade antibacteriana. “Com o avanço da covid, a gente posicionou vários dos nossos peptídeos para ver se eles apresentavam atividade contra o SARS-CoV-2. Felizmente a gente obteve esse resultado interessante”, disse o pesquisador.

De acordo com o pesquisador, um possível remédio com o composto descoberto, ao desacelerar a replicação do vírus da covid-19, daria mais tempo para o organismo agir e criar os anticorpos necessários para resistir à doença. “Isso ainda está em andamento, precisaria de estudos adicionais, mas a gente viu que esse peptídeo impede a replicação ou a multiplicação das partículas virais”, acrescenta Maffud.

Os pesquisadores vão avaliar também a eficiência de diferentes dosagens da molécula, e se ela pode exercer funções de proteção na célula, o que poderia evitar, inclusive, a invasão do vírus no organismo.

Segundo Maffud, os estudos vão seguir com a identificação de outros alvos em que esse peptídeo pode agir e no melhoramento da atividade dessa molécula para, então, serem feitos testes in vivo em cobaias, como camundongos. “Se o resultado for positivo, vamos desenvolver um tratamento.”

Além de cientistas da Unesp, o trabalho envolveu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Foi um trabalho multidisciplinar, mostrando que a união dos grupos de pesquisa no Brasil pode apresentar resultados muito interessantes”, destacou o professor da Unesp.

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Santa Casa leva consultas oftalmológicas a escolas de Paraguaçu Paulista

A iniciativa vai levar os profissionais de saúde até as 24 escolas da Rede Municipal de Ensino.

Candidatos ao Enem têm até a noite desta segunda para pagar inscrição

Guia pode ser obtida no na Página do Participante, no site do Inep

IBGE: país tem 8,4 milhões de analfabetos, menor número desde 2016

Analfabetismo atinge principalmente a população idosa

Rebeca Atacarejo lança projeto de cultura organizacional e desenvolvimento de lideranças

Iniciativa será realizada em parceria com o Instituto Vivarejo e terá duração inicial de 18 meses.

Homem é preso em flagrante após esfaquear o irmão na nuca em Tupã

Vítima foi encontrada sentada na calçada e indicou imóvel onde o suspeito estava escondido

Semana Mundial da Alergia alerta para prevenção e diagnóstico

Ao menos 30% da população mundial têm algum tipo de alergia

Tático Ostensivo Rodoviário apreende R$ 850 mil em eletrônicos e mercadorias em Florínea

A apreensão gerou ao crime um prejuízo estimado de R$ 850.000,00.

Polícia Ambiental fecha rinha de galo em Bauru e aplica multa de R$ 69 mil por maus-tratos

Médicos veterinários constataram mutilações, falta de água e de comida nos animais.

ANUNCIE DIVULGUE