Quinta-Feira, 29 de Outubro Paraguaçu Paulista 24ºC - 17ºC veja mais

Enfermeira de Marília faz desabafo na web e posta foto após ser agredida pelo marido

09/06/2021 - Homem chegou a ser preso no sábado (5), mas foi liberado após a concessão de medida protetiva.


Enfermeira de Marília faz desabafo na web e posta foto após ser agredida pelo marido

Uma enfermeira de 37 anos fez uma postagem nas redes sociais para denunciar as agressões que sofria do marido em Marília (SP). Junto com a mensagem publicada no último sábado (5), a mulher postou uma foto da última agressão que sofreu, que mostra um dos olhos roxo.

"Nenhuma mulher mais, independente de qualquer circunstância ou ameaça, ficará calada enquanto houver outras violentadas. Violeta é a cor que marca a luta de resistência ao último roxo que ele deixou”, diz na mensagem.

O marido, de 38 anos, chegou a ser preso no sábado após a vítima registrar um boletim de ocorrência por ameaça. Mas foi liberado no dia seguinte após a audiência de custódia e concessão da medida protetiva.

A foto que faz parte da postagem foi tirada em dezembro do ano passado quando ela foi agredida no local de trabalho.

"Foi a última vez que ele me agrediu fisicamente, por isso coloquei a foto para mostrar que estava dando um basta e aquela tinha sido a última vez. Foram vários ciclos durante esses 14 anos de relacionamento e sofri agressões muito mais graves. Tive um traumatismo craniano, depois de 13 dias da cesárea, eu com minha filha no colo."

Na época ela chegou a registrar boletim de ocorrência e saiu de casa por 5 dias até que fosse expedida uma medida protetiva. Porém, decidiu dar mais uma chance ao casamento e retirou a queixa.

"Muitas pessoas ao redor da gente não sabiam de toda a situação porque só duas amigas minhas sabiam um pouco do que acontecia, das agressões, porque eu mesma minimiza as coisas. Começaram a falar que ele estava mal, que nunca tinham visto ele daquela forma e eu acabei me sensibilizando. Pensei em mim, se eu gostaria de ter mais uma chance e acabei cedendo. É uma situação complicada, uma dependência emocional que precisa ser quebrada. Você tem que sair de um círculo vicioso."

Novas ameaças
Ao longo de seis meses, desde que voltou para casa, várias situações ocorreram que culminaram na ameaça do último sábado, quando a mulher decidiu procurar a polícia para denunciar a violência que sofria.

"O mês de janeiro, quando voltei, foi o melhor dos 14 anos de casamento, mas aos poucos ele foi voltando ao que sempre foi. Ele podia não me bater mais, mas a violência psicológica e emocional é o que dói mais. Eu tenho o meu trabalho e minha independência profissional, mas eu num tinha minha independência dentro da minha própria casa."

Segundo a enfermeira, as filhas foram um dos principais motivos para denunciar a situação e dar um basta no relacionamento.

"Eu pensei nas minhas filhas, eu não queria ser esse exemplo de mulher, que as minhas filhas cresçam achando que isso é amor, que pode bater, que é normal porque com a minha mãe é assim. Quando no sábado, na oração que fazemos antes de comer, minha filha pediu a Deus que eu e meu marido não brigássemos mais aquilo me motivou, porque elas presenciaram muita coisa e esse não é um futuro que eu quero para elas."

Pela medida protetiva expedida pela Justiça no fim de semana, o marido não pode se aproximar dela e nem de familiares.

Apoio nas redes
A enfermeira ressalta ainda que tem recebido muito apoio de amigos e familiares e, por causa da postagem, muitas pessoas até então desconhecidas se sensibilizaram com a situação.

"Eu achei que ia sofrer muitas retaliações, porque as pessoas muitas vezes julgam, não entendem como a gente pode aceitar esse tipo de situação por tanto anos, mas foi o contrário, eu me senti muita acolhida, abraçada mesmo por essas pessoas que me enviaram mensagens de apoio, pessoas que eu nem conhecia e me apoiaram. A maioria mulheres, 95% das pessoas, mas alguns homens também ficaram perplexos com a atitude dele."

"Foi um misto de sentimentos que me fez fazer a postagem. Eu queria dizer que dei um basta, que nunca mais eu passaria por aquela situação, mas eu expus também porque queria que ele se sentisse envergonhado pelo o que ele fez, que uma outra pessoa falando ele ia ver que isso não é amor, porque era assim que ele justificava, que ele estava me corrigindo, porque me amava. Mas isso num é amor."

Para a enfermeira, compartilhar a história também é uma forma de encorajar outras mulheres que estão presas em relacionamento abusivos.

Fonte: G1



MAIS NOTÍCIAS

Devido ao feriado de Finados, próxima Sessão Ordinária será na terça-feira, dia 3

Na pauta estão 9 requerimentos, duas indicações e alguns projetos de lei.

Prefeitura de Paraguaçu abre processo seletivo para professores com salários de até R$ 4 mil

As inscrições seguem até 12 de novembro, exclusivamente pela internet.

Semana termina com previsão de chuva em grande parte do país

Principais regiões agrícolas podem ser afetadas, diz Inmet.

Biometria facial será obrigatória para usuários de telefonia móvel

Objetivo é evitar fraudes, já que o titular da linha será identificado.

Carro tem capô arrancado após colisão com ônibus em Jaú; motorista morreu no acidente

Acidente ocorreu na manhã desta quinta-feira, 29, na Rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira.

Polícia Civil prende jovem de 20 anos por tráfico de drogas em Palmital

Foram apreendidos maconha, cocaína, balanças de precisão, dinheiro e celular.

INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria

Órgão reforça que biometria não é obrigatória para todos benefícios

Retinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticos

Campanha do Conselho Brasileiro de Oftalmologia orientará população.

ANUNCIE DIVULGUE