Segunda-Feira, 15 de Junho Paraguaçu Paulista 22ºC - 18ºC veja mais

Pessoas que tiveram covid-19 podem ser reinfectadas, diz Fiocruz

26/12/2020 - Pesquisa mostra que casos brandos podem não produzir memória imune.


Pessoas que tiveram covid-19 podem ser reinfectadas, diz Fiocruz

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) observaram que a primeira exposição ao coronavírus pode não produzir memória imune em casos brandos, o que significa que uma pessoa que teve covid-19 pode ser reinfectada pelo vírus. Para comprovar a tese, pesquisadores fizeram o sequenciamento dos genótipos do novo coronavírus de quatro indivíduos assintomáticos. A pesquisa foi coordenada pelo virologista Thiago Moreno, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz (CDTS/Fiocruz).

Quatro pessoas assintomáticas foram acompanhadas semanalmente pelos pesquisadores a partir do início da pandemia, em março, com testes sorológicos e RT-PCR (exame considerado o padrão ouro no diagnóstico da covid-19) nos indivíduos acompanhados. Todos testaram positivo para covid-19.

No sequenciamento dos genomas, os pesquisadores confirmaram que uma pessoa contraiu o vírus associado a um genoma importado para o país e outra apresentou uma estrutura viral associada ao genoma que já circulava pelo Rio de Janeiro.

Ambiente familiar

No final de maio, uma das pessoas acompanhadas procurou o grupo de pesquisa dizendo estar com sinais e sintomas mais fortes de covid-19, como febre e perda de paladar e olfato, informou Thiago Moreno.

“Quando fizemos o RT-PCR mais uma vez, os quatro indivíduos testaram positivo. O que observamos foi uma reinfecção dentro do ambiente familiar. Contudo, a pessoa que apresentou em março o genótipo associado a casos importados no Brasil, agora estava infectada por uma outra cepa.”

Também foi observado, no sequenciamento, que “o outro indivíduo, que tinha sido infectado com o genótipo que circulava no Rio, continuava com o mesmo genótipo, mas tinha um acúmulo de mutações que permitiu a interpretação de que era uma reinfecção e não uma persistência de infecção”, esclareceu o pesquisador.

Moreno avaliou que o trabalho reforçou a noção de que a reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e que é algo comum entre vírus respiratórios, o que quer dizer que a primeira exposição ao vírus não é formadora de memória imune. “Casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostos ao vírus, poderão ter novamente uma infecção. Desta vez, pode ser que o quadro se agrave e que essa infecção seja mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa. Por esse motivo fez o alerta à população sobre a imunidade para o coronavírus. Em alguns casos, as respostas imunes podem ser fortes num primeiro momento, mas não significa que elas sejam duradouras”, disse o virologista da Fiocruz.

O resultado da pesquisa Viral Genetic Evidence and Host Immune Response of a Small Cluster of Individuals with Two Episodes of Sars-Cov-2 Infection foi publicado no periódico 'Social Science Research Network' (SSRN).

 

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Candidatos ao Enem 2026 devem pagar taxa de inscrição até quarta-feira

Guia no valor de R$ 85 está disponível na Página do Participante

Motociclista morre após ser atingido por ônibus na Rodovia Marechal Rondon em Lins

Motorista do ônibus testou negativo para embriaguez e causas da colisão serão investigadas.

Polícia Rodoviária apreende 141 tabletes de maconha em Maracaí

A droga estava escondida no porta-malas e no assoalho de um carro.

Incêndio atinge casa com recicláveis em Botucatu

Fogo se espalhou devido ao acúmulo de materiais no imóvel, mas foi controlado pelos bombeiros.

Duas viaturas da Polícia Militar se envolvem em acidente na Rodovia Raposo Tavares, em Palmital

Acidente ocorreu na noite de domingo, 14, no km 426 da SP-270; nenhum policial se feriu

Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

Desinfetantes, lava-roupas e detergentes não podem ser vendidos

Inmet prevê chuvas e queda de temperatura para esta segunda-feira

Há possibilidade de granizo nos estados do Rio, de Minas e São Paulo

SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia

ANUNCIE DIVULGUE