Quinta-Feira, 19 de Março Paraguaçu Paulista 31ºC - 20ºC veja mais

Pessoas que tiveram covid-19 podem ser reinfectadas, diz Fiocruz

26/12/2020 - Pesquisa mostra que casos brandos podem não produzir memória imune.


Pessoas que tiveram covid-19 podem ser reinfectadas, diz Fiocruz

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) observaram que a primeira exposição ao coronavírus pode não produzir memória imune em casos brandos, o que significa que uma pessoa que teve covid-19 pode ser reinfectada pelo vírus. Para comprovar a tese, pesquisadores fizeram o sequenciamento dos genótipos do novo coronavírus de quatro indivíduos assintomáticos. A pesquisa foi coordenada pelo virologista Thiago Moreno, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz (CDTS/Fiocruz).

Quatro pessoas assintomáticas foram acompanhadas semanalmente pelos pesquisadores a partir do início da pandemia, em março, com testes sorológicos e RT-PCR (exame considerado o padrão ouro no diagnóstico da covid-19) nos indivíduos acompanhados. Todos testaram positivo para covid-19.

No sequenciamento dos genomas, os pesquisadores confirmaram que uma pessoa contraiu o vírus associado a um genoma importado para o país e outra apresentou uma estrutura viral associada ao genoma que já circulava pelo Rio de Janeiro.

Ambiente familiar

No final de maio, uma das pessoas acompanhadas procurou o grupo de pesquisa dizendo estar com sinais e sintomas mais fortes de covid-19, como febre e perda de paladar e olfato, informou Thiago Moreno.

“Quando fizemos o RT-PCR mais uma vez, os quatro indivíduos testaram positivo. O que observamos foi uma reinfecção dentro do ambiente familiar. Contudo, a pessoa que apresentou em março o genótipo associado a casos importados no Brasil, agora estava infectada por uma outra cepa.”

Também foi observado, no sequenciamento, que “o outro indivíduo, que tinha sido infectado com o genótipo que circulava no Rio, continuava com o mesmo genótipo, mas tinha um acúmulo de mutações que permitiu a interpretação de que era uma reinfecção e não uma persistência de infecção”, esclareceu o pesquisador.

Moreno avaliou que o trabalho reforçou a noção de que a reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e que é algo comum entre vírus respiratórios, o que quer dizer que a primeira exposição ao vírus não é formadora de memória imune. “Casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostos ao vírus, poderão ter novamente uma infecção. Desta vez, pode ser que o quadro se agrave e que essa infecção seja mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa. Por esse motivo fez o alerta à população sobre a imunidade para o coronavírus. Em alguns casos, as respostas imunes podem ser fortes num primeiro momento, mas não significa que elas sejam duradouras”, disse o virologista da Fiocruz.

O resultado da pesquisa Viral Genetic Evidence and Host Immune Response of a Small Cluster of Individuals with Two Episodes of Sars-Cov-2 Infection foi publicado no periódico 'Social Science Research Network' (SSRN).

 

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Prefeitura abre licitação de R$2 milhões para contratar porteiros e guarda-vidas em Paraguaçu

Vereador questiona necessidade de terceirizar o serviço, quando se poderia abir concurso público

Novidade na Clean-Lav: agora eles buscam, lavam e entregam sua roupa lavada no conforto do seu lar

Por apenas R$35,90 você pode ter roupas limpas sem precisar sair de casa.

Mortes por câncer colorretal devem aumentar quase 3 vezes até 2030

Estudo estima que a doença deve causar 127 mil mortes em 5 anos

Câmeras de segurança flagram mulher furtando churrasqueira em Assis

Três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de furto e receptação.

Rolagem infinita será proibida ao público infantil nas redes

ANPD vai regular práticas manipulativas no ambiente digital

Governo cria centro ligado à PF para proteção de criança e adolescente

Centro vai investigar crimes digitais envolvendo público infantil

Ministério Público fará campanha contra assédio eleitoral neste ano

Eventual prática de patrões de indicar candidatos deve ser denunciada

Equipe do Instituto Equilibre relata experiência em congresso de equoterapia na Colômbia

Priscila Reis e Marcelo Vergílio representam o Brasil no Cisae 2026

ANUNCIE DIVULGUE