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Companhia Cênica estreia em Paraguaçu o espetáculo BOI MATERIAL, em parceria com Pedro Kosovski

22/04/2026 - Espetáculo de grupo rio-pretense faz sessão gratuita dia 25 de abril (sábado), no Ponto de Cultura


Companhia Cênica estreia em Paraguaçu o espetáculo BOI MATERIAL, em parceria com Pedro Kosovski

Cena de ‘Boi Material’ (Crédito: Higor Arco)

A companhia rio-pretense Cênica estreia em Paraguaçu Paulista o espetáculo BOI MATERIAL, resultado da parceria artística com o encenador e dramaturgo convidado Pedro Kosovski, fundador d’Aquela Cia de Teatro (Rio de Janeiro). O artista assina direção e dramaturgia, essa em coautoria com Fagner Rodrigues. A montagem faz sessão gratuita no Ponto de Cultura Salão Cultural, dia 25 de abril (sábado), às 20h, com acessibilidade em Libras.

BOI MATERIAL se passa em uma feira de exposição, quando um grupo de artistas é contratado para entreter o espetáculo e se percebe como parte da complexa engrenagem que reproduz um jogo de poder, cujos movimentos incidem diretamente contra as existências vivas do planeta. Durante um leilão de gado, que ironicamente perpassa a iconografia do boi na história da pintura brasileira, o grupo subverte o jogo, ora assumindo o papel dos donos da terra, ora especulando sobre um levante.

O elenco conta com Andrea Capelli, Beta Cunha, Christina Martins, Deivison Miranda, Fabiano Amigucci, Geovanna Leite, Glauco Garcia, Mayk Ricardo, Simone Moerdaui e Vanessa Palmieri. Na direção musical e composições inéditas, Felipe Storino. A direção vocal é de Everton Gennari e a direção de movimento, de Mayk Ricardo.

O ponto de partida para BOI MATERIAL foi a investigação sobre o paradoxal e complexo signo do boi. De um lado, ele representa o poder fundado na lógica patriarcal, machista, autoritária, predatória e exploradora que se impõe sobre as diversas formas de existência, consideradas meros recursos dos quais “se aproveita até o berro”. De outro, representa uma potência coletiva, criativa e transgressora, que pode ser observada no modo como a cultura popular, as comunidades menorizadas e a arte invertem e subvertem as normas vigentes para continuarem existindo e pulsando como vida.

“A figura do boi também cria um horizonte de visibilidade e debate sobre o lugar dos artistas no interior, também inscrito nessas ambivalências. A distância dos grandes centros de cultura os aparta sob alguns aspectos, especialmente pela manutenção de estereótipos que fazem subestimar suas potencialidades. Contudo, ajuntamentos artísticos interioranos seguem resistindo e desorganizando tais estereótipos por meio da sua arte, de seus modos de produção e da criação e fortalecimento de redes de articulação e afeto”, considera a equipe artística de forma conjunta.

A cenografia (por Lidia Kosovski) e os figurinos (Fabiano Amigucci) iniciais contribuem para a sobreposição de outra camada de significação do espaço e do grupo de artistas ao apresentarem uma visualidade que remete a um frigorífico - mais uma estação desse sistema, que denota assepsia e ordem, onde artistas são artistas, são trabalhadores, são os próprios bois.

A partir do momento em que elementos do grupo assumem o papel de figuras que alegorizam os donos da terra e, por outro lado, figuras míticas de poder, surge mais uma camada de atuação, também expressa nas transparências presentes em seus figurinos estilo agro, inspiradas nos cortes de carne bovina e que evidenciam partes dos corpos dos atuantes.     

A dramaturgia não possui um caráter linear, entretanto se equilibra sobre um fio cujo percurso está enunciado nos corpos, nos figurinos e nas transformações que acontecem com e sobre o espaço, cujo sentido é a imaginação de um mundo possível.

 

Bate-papo e oficina

Após a sessão de BOI MATERIAL, acontece o bate-papo “Sobre mundos possíveis”, entre artistas e público, num diálogo para tratar sobre o espetáculo, seus temas e o processo de criação.

Na mesma data (25 de abril), às 14h, na Associação Cultural Maestro Cícero Siqueira, a companhia Cênica também oferece em Paraguaçu a oficina gratuita “BOI MATERIAL – reflexões e práticas sobre a potência da coletividade”. Na oportunidade, a atriz Beta Cunha compartilha procedimentos artísticos desenvolvidos a partir do encontro entre o elenco criador e Pedro Kosovski, numa ação voltada a artistas, grupos, estudantes de teatro e pessoas interessadas a partir de 16 anos. As inscrições são pelo formulário https://forms.gle/DnArViDNXmJ6vxaNA.

O conjunto de ações faz parte do Projeto BOI MATERIAL – Interior capital, contemplado pelo Edital Fomento CultSP – PNAB nº 27/2024, Difusão e circulação de projetos artísticos culturais, que prevê 12 apresentações por cidades paulistas, que também receberão as demais atividades. Ainda está previsto o encontro online “Território de confluência”, com artistas convidadas.

Em Paraguaçu, a iniciativa acontece com a parceria da Cia. Bambolina e com o apoio do Ponto de Cultura Salão Cultural e da Associação Cultural Maestro Cícero Siqueira.

 

Parceria

Essa é a segunda parceria da companhia com Kosovski. Em julho de 2019, a convite da Embaixada da França no Brasil/Instituto Francês do Brasil e do FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, a Cênica foi dirigida por Pedro Kosovski na leitura dramática de J’ai bien fait? (Fiz bem?), de Pauline Sales, traduzido por ele para o português. Na ocasião, surgiu o desejo mútuo por um novo encontro artístico mais amplo e profundo. Deste desejo, somado ao desejo da Cênica de seguir investigando seu “sertão” e ao de Kosovski de se debruçar sobre o “interior”, nasceu BOI MATERIAL.

 

Sobre a Cênica

Coletivo teatral de repertório fundado em 2007 por Fagner Rodrigues, a Cênica conta atualmente com aproximadamente 25 integrantes e 11 espetáculos em circulação, concebidos para palco, rua, espaços alternativos e ambiente virtual. Ao longo de sua trajetória, suas pesquisas têm sido pautadas no teatro popular, na dramaturgia autoral, na música ao vivo enquanto elemento dramatúrgico e na ocupação de ruas e espaços não convencionais. Seu mais recente trabalho, Cheese and Guava or Romeo and Juliet, integrou em 2025 a programação do Fringe, maior festival de artes do mundo, em Edimburgo, capital da Escócia. Para além de suas produções artísticas, a companhia realiza a Mostra Cênica Resistências e mantém, em sua sede, o Ponto de Cultura Território Cênico, voltado à pesquisa, formação e difusão artístico-cultural.

 

Sobre Pedro Kosovski

Dramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas da PUC-RIO e do Teatro O Tablado. Funda, em 2005, a Aquela Cia de Teatro, núcleo de criação e pesquisa da linguagem teatral. Concentra seus esforços artísticos em uma dramaturgia que está no trânsito entre os conceitos de memória coletiva e fabulação. Suas obras foram apresentadas nos principais festivais do Brasil, em Portugal, Colômbia e está prevista, em 2022, na França. Recebeu indicações e foi vencedor dos principais prêmios de artes cênicas do Brasil como Shell, APCA, Cesgranrio, Questão de Crítica, APTR, Aplauso Brasil, Zilka Salaberry. Três de suas peças que formam a “Trilogia Carioca” (“Cara de Cavalo”, “Caranguejo Overdrive”, “Guanabara Canibal”) estão publicadas pela editora Cobogó.

 

Sinopse:

BOI MATERIAL se passa em uma feira de exposição, quando um grupo de artistas é contratado para entreter o espetáculo. Durante a Expô, esses artistas se percebem como parte da complexa engrenagem, um jogo de poder cujos movimentos incidem diretamente contra as existências vivas do planeta. Em meio ao leilão de gado, que ironicamente perpassa a iconografia do boi na história da pintura brasileira, o grupo subverte o jogo, ora assumindo o papel dos donos da Terra, ora especulando sobre um levante.

 

Ficha técnica:

Dramaturgia e direção: Pedro Kosovski

Dramaturgia e assistência de direção: Fagner Rodrigues

Elenco: Andrea Capelli, Beta Cunha, Christina Martins, Deivison Miranda, Fabiano Amigucci, Geovanna Leite, Glauco Garcia, Mayk Ricardo, Simone Moerdaui e Vanessa Palmieri

Direção musical e composições inéditas: Felipe Storino

Direção vocal: Everton Gennari

Direção de movimento e coreografias: Mayk Ricardo

Cenografia: Lidia Kosovski

Figurinos: Fabiano Amigucci

Assistente de figurinos e Reprodução da obra “O Minotauro ou Mánhene (O Veneno do Mundo)”, de Denilson Baniwa: Deivison Miranda

Costura: Lab Veste (William Frati, Jorge Oliveira) e Vergínia Santana

Perucaria: Gaia do Brasil

Concepção audiovisual: Elissa Pompônio, Vinicius Dall’ Acqua, Robo.Art

Operação audiovisual: Elissa Pompônio

Iluminação: Luis Fernando Lopes

Operação de luz: Ícaro Negroni e Luis Fernando Lopes

Operação de som: Marcus de Marchi

Assessoria de imprensa: Graziela Delalibera

Coordenação e Produção: Cênica

 

SERVIÇO

Espetáculo - BOI MATERIAL

Quando: 25 de abril - sábado, 20h

Onde: Ponto de Cultura Salão Cultural - Av. São Paulo, 206, Vila Gammon – Paraguaçu Paulista/SP

Ingressos: grátis, com retirada 1h antes do início do espetáculo

Autoclassificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: Libras

Instagram: _cenica

 

Oficina - BOI MATERIAL – reflexões e práticas sobre a potência da coletividade

Quando: 25 de abril, sábado, 14h

Onde: Associação Cultural Maestro Cícero Siqueira - Rua Armando Sales de Oliveira, 345, Centro (esquina de baixo do Tiro de Guerra) – Paraguaçu Paulista/SP

Duração: 2 horas

Público-alvo: artistas, grupos teatrais, estudantes de teatro e demais pessoas interessadas a partir de 16 anos

Inscrições gratuitas: https://forms.gle/DnArViDNXmJ6vxaNA



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