Polícia Civil fecha laboratório clandestino em Presidente Prudente
24/03/2026 - Operação denominada Monster investiga falsificação de medicamentos voltados ao ganho muscular.
Nesta segunda-feira (23), a Polícia Civil, através da 1ª Delegacia de Investigações Gerais - DIG de Presidente Prudente (DEIC 8) operacionalizou a ação intitulada MONSTER.
Segundo as investigações iniciadas há cinco meses, em Presidente Prudente existiria um “laboratório clandestino” para falsificação de medicamentos, especialmente voltados ao ganho muscular.
Com ações e diligências autorizadas pela justiça, várias pessoas foram identificadas como participantes do grupo e 17 endereços tiveram as buscas domiciliares autorizadas pela justiça, sendo dois em São Paulo capital, outros dois em Guarapari/ES e os demais em Presidente Prudente, entre eles duas academias de musculação.
Um farto material, entre aparelhos celulares, notebooks, aparelhos eletrônicos, documentos e medicamentos falsos foram localizados e apreendidos pelos policiais.
O laboratório foi encontrado no interior de uma residência em um condomínio fechado da cidade, onde uma plataforma de montagem (com equipamentos, selos e rótulos) e mistura de componentes (líquidos desconhecidos, substância em pó, maquinário e tubos), além de apetrechos como caixas, lacres e sacos, foram apreendidos. Além disso, milhares de medicamentos proibidos e controlados (em comprimidos e ampolas) prontos para a comercialização e uso estavam ocultados e guardados.

As oito pessoas identificadas foram ouvidas e interrogadas no Inquérito Policial original, onde as diligências e ações de polícia judiciária prosseguirão, com o objetivo de identificar novos participantes do grupo organizado.
Segundo a Polícia, uma marca de laboratório falso também foi criada visando dar credibilidade aos consumidores que acreditavam na existência de laboratório formal, com rótulos feitas em designer, com ampla divulgação em redes sociais e utilizando influenciadores da área.
O proprietário da marca falsa, um homem de 35 anos, que também foi o químico desta organização, foi preso em flagrante pelo crime Hediondo (artigo 273, Código Penal, com pena de até 15 anos), os demais conduzidos para interrogatório na especializada.
Fonte: Deinter-8
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