Corpo de idosa desaparecida há um mês é retirado de poço em Bauru
22/01/2026 - Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, estava desaparecida desde 19 de dezembro
Um vídeo mostra o momento em que equipes do Corpo de Bombeiros retiraram o corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, de um poço a cerca de 27 metros de profundidade, em Bauru (SP).
A idosa estava desaparecida desde 19 de dezembro do ano passado, e os restos mortais foram encontrados na tarde desta quarta-feira (21).
O poço, conhecido como poço caipira, era usado para captação de água, mas estava desativado e ficava no sítio onde Dagmar morava, na região do Rio Verde, em Bauru (SP).
No vídeo, é possível ver o corpo da idosa dentro de um saco, amarrado a uma corda, enquanto é içado com o auxílio de um guincho. Do lado de fora, bombeiros puxam a corda para ajudar na retirada. Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 12 agentes participaram da ação.

O poço passou a ser considerado um possível local onde o corpo estaria após o casal de caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, confessar informalmente ter agredido Dagmar com uma paulada na cabeça e jogado o corpo no poço.
De acordo com as investigações, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade de Dagmar, e a relação envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro. A Polícia Civil apura uma possível motivação financeira para o crime. O casal foi detido no dia 24 de dezembro.
“Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento”, afirmou o delegado Luciano Faleiro Rezende em entrevista à TV TEM.
A Polícia Civil investiga também um possível envolvimento do filho do casal no crime. Segundo a corporação, em depoimento informal, o caseiro chegou a atribuir o homicídio ao filho de 14 anos, mas depois assumiu autoria. O adolescente está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Avaré (SP).
Ainda segundo a Polícia Civil, também em depoimento informal, Daniela negou a participação no crime e afirmou que estava dormindo no momento do ocorrido.

Com a localização do corpo de Dagmar, o caso passará a ser investigado como homicídio e ocultação de cadáver.
Mais de 25 metros de escavações
Desde o início das escavações no local, em 30 de dezembro, cerca de 27 metros de profundidade foram escavados até que o corpo fosse encontrado.
Como o poço é antigo e profundo, foi preciso ampliar o diâmetro da abertura para garantir a segurança das equipes e permitir que o maquinário pesado acessasse os níveis inferiores. Para isso, a estrutura da casa de Dagmar foi demolida.
"Cada célula tem cerca de 70 centímetros de altura e precisa ser retirada uma a uma. Para isso, é necessário espaço, e a casa acabava atrapalhando o avanço das escavações. Tentamos preservá-la, mas chegamos à conclusão de que a demolição era inevitável", explicou o coordenador da Secretaria de Obras de Bauru, Téo Zacarias.
Além da profundidade do poço, outra dificuldade da operação foi a retirada de vários sacos de adubo que, segundo a investigação, foram jogados sobre o corpo para tentar mascarar o odor da decomposição.
Desaparecimento e prisão dos suspeitos
Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, era proprietária de um sítio em Bauru e foi vista pela última vez no dia 19 de dezembro, mas o desaparecimento passou a ser investigado oficialmente no dia 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência.

Segundo a Polícia Civil, o casal de caseiros assumiu, em depoimento informal, a autoria do homicídio e a ocultação do cadáver.
Paulo Henrique Vieira e Daniela dos Santos Vieira foram detidos no dia 24 de dezembro, em Salto do Itararé (PR), enquanto tentavam trocar de veículo. Segundo a polícia, eles fugiram com o carro da vítima após o desaparecimento. O veículo foi localizado em Tatuí (SP), onde teria sido trocado por uma caminhonete.
O trabalho de busca por Dagmar foi coordenado pela Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras de Bauru

Fonte: G1
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