Policia Civil de Assis deflagra operação Higia contra medicamentos para emegrecimento
09/01/2026 - Foram apreendidas ampolas contendo os produtos emagrecedores e diversas seringas.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do 1º Distrito Policial de Assis, deflagrou, nesta data (09/01/2026), a Operação “Higia”, voltada à repressão da comercialização e aplicação irregular de medicamento utilizado para emagrecimento, sem autorização legal e sem acompanhamento médico.
O nome da operação, “Higia”, faz referência à deusa da saúde, da higiene e da prevenção na mitologia grega, simbolizando a atuação do Estado na proteção da saúde pública e na prevenção de práticas que possam colocar em risco a integridade física da população, especialmente quando envolvem o uso indiscriminado de substâncias medicamentosas.
As investigações tiveram início a partir de informações indicando que profissionais de Educação Física (personal trainers) estariam oferecendo e aplicando, a alunos e clientes, medicamento de uso controlado, com substância emagrecedora, com o princípio ativo da tirzepatida, substância cuja prescrição e administração dependem de indicação médica, nos termos da legislação sanitária vigente.
Segundo apurado, o medicamento vinha sendo utilizado como método rápido de emagrecimento, sem a devida prescrição, acompanhamento clínico ou esclarecimento adequado sobre os riscos à saúde, circunstância que, em tese, pode configurar crimes previstos na legislação penal e sanitária.
Após a coleta de elementos preliminares e representação judicial, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, com apoio de dezesseis policiais civis, todos no município de Assis.
Durante o cumprimento das medidas cautelares, na residência do investigado, identificado pelas iniciais L.G.F.S., de 39 anos, foram apreendidas ampolas contendo os produtos emagrecedores e diversas seringas, convalidando as informações preliminares, sendo o mesmo então apresentado na sede da Central de Polícia Judiciária de Assis, onde a Autoridade Policial deliberou por autuá-lo em flagrante delito pelo crime de Falsificar, corromper, adulterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais; quanto aos demais locais diligenciados pelas equipes, nada de ilícito foi localizado ou apreendido.
Com a conclusão dos trabalhos de Polícia Judiciária o indiciado foi recolhido em estabelecimento prisional da região, permanecendo à disposição da Justiça para audiência de custódia. As investigações prosseguem em sede de Inquérito Policial para análise do material apreendido e completa elucidação dos fatos.
A Polícia Civil reafirma seu permanente estado de vigilância e compromisso institucional com a preservação da ordem pública e combate a criminalidade, alertando que a utilização de medicamentos deve ocorrer exclusivamente com prescrição e acompanhamento médico, evitando-se os riscos do uso irregular dessas substâncias.
Fonte: Deinter-8
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