Sábado, 21 de Março Paraguaçu Paulista 33ºC - 20ºC veja mais

CCJ da Câmara aprova fim da lei de alienação parental

04/12/2025 - Se não houver recursos, projeto segue para análise do Senado


CCJ da Câmara aprova fim da lei de alienação parental

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (3), por 37 votos contra 28, projeto de lei (PL) que revoga a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318 de 2010). Como o projeto tramitou em caráter terminativo, ele segue direto para análise do Senado caso não haja recurso na Câmara.

A alienação parental é considerada a prática de manipulação psicológica da criança por um dos pais ou responsável, de modo a prejudicar a construção de um vínculo dessa criança, ou adolescente, com o outro genitor ou genitora.

A anulação da lei vinha sendo exigida por movimentos que lutam pelos direitos das mulheres e meninas sob o argumento central de que a legislação vinha sendo usada para proteger abusadores e afastar mães do convívio com os filhos.

“Passados 12 anos desde a sanção desta norma, concluiu-se que ela não apenas não gerou os efeitos desejados, ou seja, os de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa por custódia, como tem sido aplicada de maneira a gerar problemas ainda mais graves que aqueles que pretendia mitigar”, escreveu no parecer a relatora do projeto, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ).

Segundo a relatora, a  Lei de Alienação Parental  vem sendo usada para proteger abusadores de crianças que usam a legislação para retaliar denúncias de maus-tratos de crianças e adolescentes. A deputada acrescentou que peritos e especialistas no combate à violência contra mulheres e meninas das Nações Unidas (ONU) vem pedindo para que o Brasil revogue essa lei.

Carneiro afirma ainda, em seu relatório, que o Ministério Público estima que 70% dos casos de alienação parental são de pais que foram denunciados por mulheres por violência doméstica ou abuso sexual contra elas ou contra as crianças.

A deputada fluminense citou o caso de um menino de oito anos que tentou suicídio por abusos sucessivos do pai. “A mãe se sente silenciada porque contra ela há uma ação de alienação parental”, disse.

Adiado na CCJ algumas vezes, o debate na sessão de hoje se estendeu por mais de três horas devido a resistência de deputados do Partido Liberal (PL) e da oposição, que alegavam que a Lei de Alienação Parental tem um papel a cumprir.

“Nós devemos reformular essa lei, aprimorá-la e não revogá-la simplesmente retirando do nosso ordenamento jurídico, colocando um limbo de uma lei que, embora tenha inconsistências, problemas que devem ser sanados, ela protege crianças e genitores, independente de sexo, se é mulher, homem, mãe, pai”, argumentou.

 

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Ponto de Cultura Salão Cultural promove o primeiro encontro Cultura Viva em Prosa - Papo PNAB

Encontro será neste sábado, dia 21 de março, às 9h.

Patente da semaglutida cai nesta sexta-feira; entenda

Substância é princípio ativo de medicamentos como Ozempic

Eletro Clima celebra três anos como referência em Paraguaçu Paulista e região

A Eletro Clima realiza manutenção e instalação de ar-condicionado em veículos e máquinas agrícolas.

Homem é preso em flagrante por ato libidinoso próximo a escolas em Paraguaçu Paulista

Suspeito foi surpreendido dentro de veículo observando crianças e responsáveis na saída escolar

Outono começa hoje: veja como vai ser a estação em todas as regiões do Brasil

Temperaturas acima da média devem predominar em todo o país

Você sabia que é possível conhecer a sua origem genealógica através de exame? Fale com o Bioquímico

O Sommos Raízes é um exame simples que consegue fornecer informações sobre ancestralidade e origem.

Acaba nesta sexta prazo para pedir devolução de descontos do INSS

Até agora, órgão devolveu R$ 2,96 bilhões a 4,3 milhões de segurados

De cada 10 serviços digitais, 8 não checam idade na criação de conta

Estudo inédito mapeou formas de aferição de idade no Brasil

ANUNCIE DIVULGUE