Terça-Feira, 13 de Janeiro Paraguaçu Paulista 29ºC - 19ºC veja mais

Mulher fora do trabalho tem 3 vezes mais risco de sofrer violência

28/11/2025 - 69% das vítimas tiveram que mudar rotina após as agressões


Mulher fora do trabalho tem 3 vezes mais risco de sofrer violência

A 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, divulgada nesta quinta-feira (27), mostra que sete em cada dez mulheres que sofreram violência doméstica no Brasil tiveram a rotina alterada após as agressões e mais de 40% foram impactadas em seu trabalho ou estudo. 

O levantamento ouviu mais de 21 mil mulheres em todo o país e foi realizado pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado Federal.

Segundo a pesquisa, 69% das mulheres que já sofreram violência doméstica tiveram o dia a dia alterado após as agressões - uma estimativa de 24 milhões de brasileiras; 68% relataram impactos nas relações sociais; 46% afirmaram que o trabalho remunerado foi afetado; e 42% tiveram os estudos impactados.

“Os dados revelam que a violência doméstica limita a autonomia das mulheres e pode impedir o acesso a direitos básicos, como estudo e trabalho, comprometendo o futuro das famílias e do país”, destacou a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência no Senado, Maria Teresa Prado. 

Autonomia econômica
A pesquisa mostra ser três vezes mais comum mulheres fora da força de trabalho sofrerem violência doméstica (12%) do que as brasileiras empregadas (4%). O estudo traz ainda que 66% das mulheres que já sofreram agressões recebem até 2 salários mínimos.

“Quando cruzamos esses dados socioeconômicos com os indicadores de violência, vemos com mais nitidez como a desigualdade molda o risco e a permanência das mulheres em ciclos de agressão. Isso mostra que a autonomia econômica não é apenas uma condição desejável, mas uma política estratégica de enfrentamento”, ressalta a diretora executiva da Associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva.

Segundo a líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas no Instituto Natura, a pesquisa deixa claro a necessidade de implementação de políticas públicas que promovam a independência financeira e qualificação profissional das mulheres.

“O que precisamos é de políticas integrais, que articulem segurança pública, saúde, assistência, educação e renda, e que ofereçam respostas reais que dialoguem com demandas e vulnerabilidades diversas. Não podemos continuar transferindo para as mulheres a tarefa de superar, sozinhas, estruturas que são coletivas”, disse. 

Criada em 2005 para subsidiar a elaboração da Lei Maria da Penha, a pesquisa é realizada a cada dois anos e ouviu, nesta edição, 21.641 mulheres com 16 anos ou mais em todo o país.

 

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Festa de São Sebastião segue até 20 de janeiro no bairro Matusalém, em Paraguaçu Paulista

Evento conta com quermesse e shows.

Tradicionais Festas de Santos Reis agitam Campinho e Sapezal neste mês de janeiro

No Campinho, festa será no dia 17; em Sapezal, no dia 24.

Compre e concorra na Mega Loja A Calcevest

Novidade imperdível na linha Ogochi válida para este mês de janeiro

Sebrae-SP abre 10 vagas para expositores na Coopershow 2026

Podem participar empresas que comercializam produtos ou serviços pertinentes aos segmentos

Santa Casa de Paraguaçu Paulista inaugura nova portaria central

Melhoria é fruto do trabalho conjunto de gestores, mesa diretora, gestão municipal, médicos.

Motorista morre após bater em poste na rodovia SP-294 em Pompeia

Vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Confira calendário de pagamentos do INSS para 2026

Datas levam em conta número final do cartão de benefício

Acesso a Paraguaçu Paulista na rodovia Raposo Tavares tem Pare e Siga até 16 de janeiro

CART realiza a recuperação de viaduto do km 483+900 da SP-270;

ANUNCIE DIVULGUE