Anta resgatada após incêndio florestal se recupera e volta a se alimentar após tratamento em Assis
29/08/2025 - Animal sofreu queimaduras em 70% do corpo e perdeu a visão.

A anta adulta resgatada no dia 21 de agosto após um incêndio na região de Presidente Prudente (SP), em Teodoro Sampaio (SP), deu um passo importante na recuperação: voltou a se alimentar nesta semana no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Apass de Assis (SP).
O animal sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em cerca de 70% do corpo e perdeu totalmente a visão. Desde a sua chegada, a equipe técnica realiza um protocolo de cuidados intensivos, com medicação, hidratação venosa e curativos diários.
A assessora técnica e administrativa da Associação Protetora de Animais Silvestres, Ana Beatriz Godoy, disse que a retomada da alimentação foi possível graças ao controle da dor.
"Após o início da medicação, a dor foi reduzida, permitindo que a anta retomasse a ingestão de alimentos e água, mesmo com dificuldade devido às lesões na cavidade oral", conta Ana Beatriz.
Animal resgatado passa por cuidados clínicos e começa a responder bem ao começa a responder bem ao tratamento
A anta permanece em observação clínica e segue recebendo tratamento intensivo, com hidratação venosa, administração de analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e curativos tópicos, além do controle da miíase, que é a infecção do globo ocular provocada por larvas de mosca.
O processo de recuperação é considerado lento e pode deixar sequelas que inviabilizam o retorno à natureza.
"O processo de recuperação em casos de queimadas é geralmente longo e delicado, variando de acordo com a extensão dos ferimentos. A Apass segue acompanhando o animal diariamente, oferecendo suporte clínico e cuidados contínuos para garantir as melhores condições de recuperação possíveis", explica a assessora.
Casos de 2025
Este é o primeiro animal vítima de queimadas recebido pela Apass neste ano.
Em 2024, foram registrados 94 resgates de animais decorrentes de queimadas em todo o estado de SP, dos quais 53 não resistiram, dois foram reabilitados e devolvidos à natureza e os demais seguem em tratamento. A associação atendeu 48 desses resgates, dos quais 19 não resistiram.
Fonte: G1 Prudente