Segunda-Feira, 26 de Janeiro Paraguaçu Paulista 32ºC - 18ºC veja mais

Após morte por coqueluche, Ministério da Saúde reforça pedido para vacinação

30/07/2024 - Óbito de bebê de 6 meses é o primeiro no país em três anos.


Após morte por coqueluche, Ministério da Saúde reforça pedido para vacinação

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou nesta segunda-feira (29) a orientação para que grávidas e crianças sejam vacinadas contra a coqueluche. A orientação foi dada após a confirmação da morte de um bebê de 6 meses, em Londrina, no Paraná, na última quinta-feira (25). É o primeiro óbito causado pela coqueluche no país em três anos.

Segundo a ministra, o caso “não liga um alerta”, mas reforça “uma vigilância permanente em relação a qualquer agravo de saúde”. Nísia Trindade lamentou a morte do bebê no Paraná.

“É uma doença prevenível por vacina, então recomendamos fortemente a vacinação”, orientou. “Estaremos acompanhando e trabalhando para evitar novos casos”, completou a ministra, que participou, no Rio de Janeiro, de um encontro sobre o enfrentamento global de novas pandemias.

O Paraná também investiga se a morte de um bebê de 3 meses, em Irati, no sudeste do estado, pode ser atribuída à coqueluche.

Até a primeira quinzena de junho, o estado tinha registrado 24 casos de coqueluche. Em todo o ano passado, foram 17. No Brasil, o último pico epidêmico aconteceu em 2014, quando foram confirmados 8.614 casos. O país e o mundo enfrentam aumento de casos.

Crianças pequenas

Também conhecida como “tosse comprida”, a coqueluche é uma doença infecciosa aguda respiratória altamente contagiosa. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar. Os principais sintomas são febre, mal-estar, coriza e tosse seca, às vezes, intensa.

“Na criança pequena é muito característica com aquela respiração que é um guincho, uma falta de ar, um ruído respiratório”, explica o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.

O especialista conta que a doença atinge a todos, mas preocupa quando acomete crianças pequenas. “A coqueluche tem a sua gravidade focada quase que exclusivamente na criança pequena, no bebê no primeiro ano de vida. Justamente a idade em que ele ainda não completou o seu esquema vacinal.”

Segundo Kfouri, no Brasil e no mundo, a doença costuma ter ondas de picos de prevalência, que acontecem, geralmente, dentro de cinco a sete anos.

Dessa vez, o período ficou mais espaçado por causa da pandemia de covid-19, quando o distanciamento social e medidas de proteção, como o uso de máscaras, contribuíram para que houvesse menos infecções.

Ele detalha que o surgimento de ondas acontece porque a infecção e a vacinação não causam uma imunidade duradoura, fazendo com que, de tempos em tempos, haja mais pessoas suscetíveis à infecção.

O infectologista acrescenta como motivos do aumento recente no número de casos a cobertura vacinal infantil não ideal e mutações na cepa da bactéria Bordetella pertussis, causadora da doença.

Esquema vacinal

As vacinas contra coqueluche integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Além de bebês, gestantes e puérperas (mulher no período de seis a oito semanas após o parto) podem receber a vacina.

O esquema vacinal primário nos bebês é composto por três doses, aos 2, 4 e 6 meses, com a vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b.

As doses de reforço com a vacina DTP (contra difteria, tétano e coqueluche), conhecida como tríplice bacteriana, são aplicadas com 15 meses e 4 anos.

Renato Kfouri destaca que a vacinação da gestante e do bebê é a melhor forma de proteção.

“Duas estratégias têm sido desenvolvidas para controlar coqueluche na criança pequena. Vacinar a gestante, porque ela transfere os anticorpos para o bebê e o protege, especialmente, no primeiro semestre de vida. E vacinar a criança aos 2, 4 e 6 meses, sem atraso. A partir de 6 meses de vida, o bebê fica protegido com a sua própria vacinação”, explica.

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Morador de Paraguaçu Paulista reúne a família e amigos para celebrar seus 105 anos de vida

José Bonfim revela o segredo de sua longevidade e deixa claro o amor pela família.

Novidades imperdíveis na Atrevida Modas

A Atrevida Modas fica na Rua Irmã Gomes, esquina com a Av. Brasil, no centro de Paraguaçu Paulista

Tudo o que você precisa em um só lugar: celulares, carregadores, secadores e câmeras na Calcevest

A Calcevest fica na Rua XV de Novembro, nº 455, no centro de Paraguaçu Paulista

Confira as ofertas especiais neste fim de semana no Açougue do Hermes

Avenida Galdino, nº 1173, em Paraguaçu Paulista

Polícia apreende máquinas caça-níqueis e de jogo do bicho em bar no centro de Paraguaçu Paulista

Após denúncia, policiais flagraram equipamentos em funcionamento no estabelecimento.

Casal é preso e investigado por maus tratos a duas crianças em Assis

Crianças foram encontradas em ambiente insalubre, com sujeira extrema e lixo espalhado.

Prefeitura repudia vandalismo no Cemitério e afirma que fiscalização no local é contínua

Empresário paraguaçuense denunciou que local tinha túmulos violados, com ossadas humanas expostas.

Energia furtada na região em um ano daria para abastecer mais de 3 mil famílias

Concessionária identifica mais de 610 mil kWh de energia desviada em 2025.

ANUNCIE DIVULGUE