Quinta-Feira, 07 de Maio Paraguaçu Paulista 30ºC - 18ºC veja mais

Maioria dos ministros do STF vota pela condenação de Collor

19/05/2023 - Ex-senador é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro


Maioria dos ministros do STF vota pela condenação de Collor

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira (18) pela condenação do ex-senador e ex-presidente Fernando Collor por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um processo da Operação Lava Jato. Até o momento, o placar do julgamento é de 6 votos a 1 pela condenação. Após os votos, a sessão foi suspensa e será retomada na quarta-feira (24). 

Os votos foram formados a partir do voto do relator, ministro Edson Fachin, que se manifestou na quarta-feira (17) pela condenação do ex-parlamentar a 33 anos e 10 meses de prisão. Dois ex-assessores também podem ser condenados no caso. 

Para Fachin, Collor, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões como contraprestação à facilitação da contratação da UTC Engenharia. 

Além do relator, também votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia. A pena total de Collor ainda não foi definida. 

A Corte julga uma ação penal aberta em agosto de 2017. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente da República teria recebido pelo menos R$ 20 milhões de propina pela influência política na BR Distribuidora. Os crimes teriam ocorrido entre 2010 e 2014.

Absolvição

O ministro Nunes Marques votou pela absolvição de Collor. Para o ministro, não ficou comprovado que ele tenha se beneficiado de desvios na BR Distribuidora.

"Inexistindo nos autos elementos externos idôneos para corroborar as declarações prestadas pelos colaboradores, não há como considerar a tese acusatória de que teria havido a negociação de venda de apoio político para indicação e manutenção de dirigentes na BR Distribuidora", afirmou.

Defesa

Durante o julgamento, o advogado Marcelo Bessa pediu a absolvição de Collor. A defesa alegou que as acusações da PGR estão baseadas em depoimentos de delação premiada e não foram apresentadas provas para incriminar o ex-senador.

Bessa também negou que o ex-parlamentar tenha sido responsável pela indicação de diretores da empresa. Segundo ele, os delatores acusaram Collor com base em comentários de terceiros.

"Não há nenhuma prova idônea que corrobore essa versão do Ministério Público. Se tem aqui uma versão posta, única e exclusivamente, por colaboradores premiados, que não dizem que a arrecadação desses valores teria relação com Collor ou com suposta intermediação desse contrato de embandeiramento", completou. 

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Prefeitura de Paraguaçu prepara abrigo emergencial para acolher moradores de rua em dias frios

O abrigo provisório é ativado sempre que os termômetros marcam menos de 13°C.

Mulher perde quase R$ 5 mil em golpe do falso advogado em Assis

Criminosos se passaram pela sua advogada via WhatsApp

Tático Ostensivo Rodoviário prende traficante com droga em ônibus na cidade de Marília

A ação resultou em prejuízo estimado de R$ 19.000,00 ao crime.

Criança dá entrada na UPA com fratura na clávicula e indícios de abuso sexual em Assis

Avô é o principal suspeito. Caso foi regisitrado na sexta-feira, 1º de maio e é investigado pela DDM

Frente fria provoca chuvas intensas em grande parte do país

Previsão também é queda de temperatura, diz Inmet

Tratamentos inadequados podem agravar asma em adultos, mostra estudo

Uso das bombinhas de resgate não é eficaz a longo prazo

Anvisa vai monitorar efeitos colaterais de canetas emagrecedoras

Riscos não podem ser obscurecidos pela inovação, diz diretor

Casal preso por queimar corpo de recém-nascido é liberado em Álvares Machado

Bebê, com três dias, media cerca de 43 centímetros e tinha peso estimado de 1,9 kg.

ANUNCIE DIVULGUE