Quinta-Feira, 07 de Maio Paraguaçu Paulista 30ºC - 18ºC veja mais

Pesquisadores apontam alto risco de volta da poliomielite no Brasil

03/05/2023 - Baixa cobertura vacinal é o principal motivo de preocupação.


Pesquisadores apontam alto risco de volta da poliomielite no Brasil

A sétima edição do International Symposium on Immunobiologicals (ISI), aberta nesta terça-feira (2), alerta para o risco alto da volta da poliomielite ao Brasil. A doença, erradicada no país desde 1989, pode matar ou provocar sequelas motoras graves.

Em um dos debates do dia, pesquisadores apontaram a baixa cobertura como principal motivo de preocupação com a paralisia infantil, como a doença também é conhecida.

O evento é promovido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro.

A presidente da Câmara Técnica de Poliomielite do Ministério da Saúde, Luiza Helena Falleiros, destacou o conjunto de fatores que levaram a esse cenário e disse que existe um risco evidente. “Com o processo de imigração constante, com baixas coberturas vacinais, a continuidade do uso da vacina oral, saneamento inadequado, grupos antivacinas e falta de vigilância ambiental, vamos ter o retorno da pólio. O que é uma tragédia anunciada”, afirmou.

Luiza Helena lembrou que sempre se diz que as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. “Hoje ninguém mais viu um caso de pólio. Não se tem essa noção de risco enorme, mas ele existe. E não tem milagre, nem segredo. Tem que vacinar.”

A pesquisadora citou um estudo do Comitê Regional de Certificação de Erradicação da Polio 2022, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que aponta o Brasil como segundo país das Américas com maior risco de volta da poliomielite, atrás apenas do Haiti.

Um caso recente da doença foi confirmado em Loreto, no Peru, o que aumentou a vigilância nas fronteiras. Há 30 anos, o continente estava livre de registros da doença.

Cobertura vacinal

Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, a cobertura vacinal para a doença no Brasil ficou em 77,16%, muito abaixo da taxa de 95% recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impedir a circulação do vírus.

No simpósio de hoje, foram discutidos os motivos da chamada hesitação vacinal. José Cassio de Morais, assessor temporário da Organização Pan-Americana da Saúde, disse que a cobertura depende principalmente da confiança nas vacinas distribuídas pelo governo, de como administrar o medo da reação vacinal, da dificuldade de acesso aos postos, do nível de renda familiar e da escolaridade da população. Para melhorar o quadro atual, Morais defendeu mais investimento mais em campanhas e na informação de qualidade.

“É importante lembrar que a vacinação, além de uma proteção individual, é uma proteção coletiva. Vimos isso na questão da covid-19, em que muitas pessoas não quiseram se vacinar. E precisamos atentar para a questão da comunicação social. Temos uma avalanche de fake news a respeito das vacinas e que trazem muito dano para a população. Mas não temos quase notícias positivas a respeito da vacina. Tem tido muito pouca divulgação da campanha de vacinação contra influenza, por exemplo. Temos que melhorar isso, divulgar melhor os fatos positivos em relação à vacina”, afirmou o assessor da Opas.

 

Fonte: Agência Brasil



MAIS NOTÍCIAS

Prefeitura de Paraguaçu prepara abrigo emergencial para acolher moradores de rua em dias frios

O abrigo provisório é ativado sempre que os termômetros marcam menos de 13°C.

Mulher perde quase R$ 5 mil em golpe do falso advogado em Assis

Criminosos se passaram pela sua advogada via WhatsApp

Tático Ostensivo Rodoviário prende traficante com droga em ônibus na cidade de Marília

A ação resultou em prejuízo estimado de R$ 19.000,00 ao crime.

Criança dá entrada na UPA com fratura na clávicula e indícios de abuso sexual em Assis

Avô é o principal suspeito. Caso foi regisitrado na sexta-feira, 1º de maio e é investigado pela DDM

Frente fria provoca chuvas intensas em grande parte do país

Previsão também é queda de temperatura, diz Inmet

Tratamentos inadequados podem agravar asma em adultos, mostra estudo

Uso das bombinhas de resgate não é eficaz a longo prazo

Anvisa vai monitorar efeitos colaterais de canetas emagrecedoras

Riscos não podem ser obscurecidos pela inovação, diz diretor

Casal preso por queimar corpo de recém-nascido é liberado em Álvares Machado

Bebê, com três dias, media cerca de 43 centímetros e tinha peso estimado de 1,9 kg.

ANUNCIE DIVULGUE