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Justiça nega prisão de suspeito de matar cachorra a marretadas após suspeita de zoofilia em Marília

27/04/2023 - Homem, de 56 anos, é suspeito de ter abusado sexualmente do animal e, no dia seguinte, matá-lo.


Justiça nega prisão de suspeito de matar cachorra a marretadas após suspeita de zoofilia em Marília

A Justiça de Marília (SP) negou o pedido de prisão preventiva de um homem suspeito de abusar sexualmente e matar a marretadas uma cachorra de seis meses, em Marília (SP).

Na decisão, o juiz Paulo Gustavo Ferrari, da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília, entendeu que, mesmo diante da gravidade do delito, não havia hipótese para a custódia preventiva, ao menos neste momento, e negou o pedido de prisão.

O Ministério Público Estadual também já havia negado o pedido, alegando eventual "constrangimento ilegal" pelo fato do acusado não oferecer riscos.

O MP apontou ainda "ausência de elementos que autorizassem a prisão preventiva do acusado. Embora a conduta seja grave e repugnante, não se vislumbra no momento os requisitos legais para a concessão da medida", despachou a promotoria.

O pedido de prisão foi formulado pelo delegado Sebastião de Castro. Durante o inquérito policial, a polícia tentou ouvir o acusado, mas ele não foi encontrado e acabou sendo indiciado indiretamente no inquérito.

Zoofilia e assassinato

O crime foi descoberto depois que a Organização Não Governamental (ONG) Sociedade Protetora dos Animais (Spaddes), de Marília (SP), registrou um boletim de ocorrência contra o morador do bairro Argollo Ferrão, pela suspeita de zoofilia e da morte da cadela a marretadas.

O registro na Central de Polícia Judiciária (CPJ) foi feito no dia 29 de março, mas no documento consta que o abuso contra o animal, de seis meses e raça indefinida, foi cometido três dias antes.

Conforme o relato da ONG, após coleta de depoimentos de testemunhas no local, o animal sofreu sérios ferimentos durante o abuso e depois foi abatido com golpes de marreta pelo suspeito.

Consta ainda no boletim de ocorrência que a cadela chegou a ser enterrada no quintal do imóvel. Um representante da ONG, no entanto, afirma que os restos mortais foram removidos posteriormente.

Em vídeo gravado pela entidade, o suspeito chega a confessar que matou a cadela. Nas imagens, questionado sobre o ato, o homem argumenta que fez isso para aliviar o sofrimento do animal.

“Ela tava sofrendo. Foi com uma marretinha para não ter sofrimento. Ela tava sofrendo, né, coitadinha”, diz o homem suspeito, de 56 anos.

O crime chegou ao conhecimento da ONG após informações prestadas pela própria companheira do suspeito. A mulher, que era tutora da cadela, também disse que ele mantém vídeos de zoofilia e já o havia flagrado abusando sexualmente do animal diversas vezes.

O caso foi registrado como crime ambiental relacionado a “praticar ato de abuso a animais”.

 

 

Fonte: G1



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